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What is ExTinto doing now?

um barril de pólvora de NADA serve sem RASTILHO
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August 14
 
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About Me

Nascidos antes de 1986,
De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípio de 80 não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas em tinta á base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.
Não tínhamos frascos de medicamento com tampas "à prova de crianças" ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.
Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.
Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags - viajar á frente era um bónus.
Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem. Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.
Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos por isso.
Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões.
Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.
Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.
Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.
Não tínhamos Play Station, X Box.
Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis,computadores, DVD, Chat na Internet.
Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos á rua.
Jogávamos ao elástico e á barra e a bola até doía!
Caíamos das arvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas
sempre sem processos em tribunal.
Havia lutas com punhos mas sem sermos processados.
Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.
Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola, não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem. Criávamos jogos com paus e bolas.
Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem, eles estavam do lado da lei.
Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.
Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.
Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.
És um deles?
Parabéns!
Passa esta mensagem a outros que tiveram a sorte de crescer como
verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem as nossas vidas, "para nosso bem".
Para todos os outros que não têm idade suficiente pensei que gostassem de ler acerca de nós.
Isto meus amigos é surpreendentemente medonho... e talvez ponha um sorriso nos vossos lábios: A maioria dos estudantes que estão nas universidades hoje nasceram em 1986... chamam-se jovens.
Nunca ouviram "we are the world" e uptown girl conhecem de westlife e não Billy Joel.
Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle.
Para eles sempre houve uma Alemanha e um Vietname.
A SIDA sempre existiu.
Os CD's sempre existiram.
O Michael Jackson sempre foi branco.
Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo fosse um dia deus da dança.
Acreditam que Missão impossível e Anjos de Charlie são filmes do ano
passado.
Não conseguem imaginar a vida sem computadores.
Não acreditam que houve televisão a preto e branco.
Agora vamos ver se estamos a ficar velhos:
1. Entendes o que está escrito acima e sorris;
2. Precisas de dormir mais depois de uma noitada;
3. Os teus amigos estão casados ou a casar;
4. Surpreende-te ver crianças tão á vontade com computadores;
5. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis;
6. Lembras-te da Gabriela (a primeira vez);
7. Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos;
8. Vais encaminhar este e-mail para outros amigos porque achas que vão gostar.
SIM ESTÁS A FICAR VELHO
heheheh , mas tivemos uma infancia do caraças... que vale ouro!!!

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Aug 14 9:59 AM
Paula says:
 
parabens.
 
 
Jul 25 4:45 PM
gato says:
 
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Apr 6 11:34 AM
 
BRIGADAO isso e muito mais ;)!!
 
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Mar 21 10:56 AM
 
muito obrigado ^^
 
Mar 19 9:57 AM
 
Não nasci antes e 1986 mas ainda vivi um poco dessa infância que saudades.....
 
 
Mar 12 1:28 PM
 
Festim neocolonial



11-Mar-2009

As respostas à visita de José Eduardo dos Santos a Lisboa são uma fotografia de alguns dos debates ideológicos e políticos mais surpreendentes. A visita em si não teria história: Portugal tem relações diplomáticas e económicas com Angola e deve receber e conversar com os seus representantes. Mas o festim neocolonial que foi erguido com esta visita é revelador dos tiques da economia e da política portuguesa.Em primeiro lugar, impressiona o deslumbramento. Retiro desta consideração os militantes anti-coloniais que, tendo conhecido Angola e a guerra, apoiaram generosamente os movimentos de libertação - e os conheceram e respeitaram quando eram movimentos de libertação, dirigidos por pessoas da estatura de Amílcar Cabral e outros - e ficaram por isso emocionalmente ligados a esta história de luta. Para todos os outros, a visita de José Eduardo dos Santos suscitou um coro de entusiasmo, sobretudo nos homens de negócios. Trata-se de uma gigantesca operação publicitária e ideológica. Para Angola, todos e em força!, é a nova palavra de ordem dos empresários que esperam um lucro apetitoso ao virar da esquina. Os angolanos fazem como querem, diz Jorge Coelho, perguntado sobre a corrupção. Os negócios dizem que tem razão. E os empresários acotovelam-se nos jantares oficiais, ao lado dos que ainda acreditam que o governo angolano é um aliado da URSS e ao lado dos que já sabem que este governo é serviçal dos interesses de Washington no continente africano. Angola é a oportunidade. A filha de Dos Santos (com que dinheiro?) compra bancos portugueses. O porta-voz presidencial de Dos Santos compra o "Sol" (com que dinheiro?). A Amorim Energia faz uma parceria com a Sonangol para tomar conta de um terço da GALP (sabemos com que dinheiro), oferecida de bandeja pelo governo Sócrates. Há muito dinheiro em Angola. Por isso, em segundo lugar, impressiona a vertigem do negócio. Que explica tudo e desculpa tudo. Numa entrevista a um jornal económico português, um ministro angolano explicava a necessidade da corrupção: dizia que a burguesia europeia tinha feito a sua acumulação de capital com a pilhagem colonial e com a pirataria, e que a burguesia angolana também tinha que fazer pela vida. A franqueza é rara, mas é uma virtude: a corrupção endémica é a forma da acumulação de capital em Angola, para a constituição de um elite de milionários em torno do poder do presidente. A corrupção foi por isso assunto tabu nesta viagem. Nenhum órgão de comunicação social se perguntou como é que o presidente angolano, há trinta anos no poder sem ser eleito, é hoje um dos homens mais ricos do mundo. Nem porque é que em Dezembro morreu uma centena de crianças em Luanda, de uma epidemia de raiva. Nem porque é que Portugal não coopera com a construção de um serviço nacional de saúde em Angola. Em terceiro lugar, impressiona o cinismo. Os que rasgavam as vestes de indignação pelo referendo venezuelano que, através do voto, decidiu que Chavez se pode candidatar a eleições presidenciais sempre que quiser, e ser eleito se ganhar a eleição, esses mesmos acham normal que José Eduardo dos Santos seja presidente angolano desde 21 de Setembro de 1979, há trinta anos, e que nunca tenha sido eleito para o cargo. De facto, da única vez que foi a eleições, há 17 anos, não chegou a haver segunda volta e, mesmo que a nova guerra civil tenha acabado há mais de dez anos, o presidente nunca se deu até hoje ao incómodo de convocar eleições presidenciais. E, como explicou ontem em Lisboa, também não vai ser este ano. O cinismo é parte da política e da diplomacia, dirão. Certamente, pelo exemplo fica demonstrado. Mas é preciso descaramento para atacar Chavez pelo crime de falta de democracia e elogiar Dos Santos pela falta de democracia. Mas o negócio não quer coerência, quer rentabilidade. No festim neocolonial em que se tornou esta visita, falou-se de tudo menos dos angolanos.
Francisco Louçã
 
Mar 11 8:50 AM
BetuX says:
 
Sou um deles sim senhor!
Adorei a tua apresentação, estás coberto de razão.
Fomos os primeiros filhos da liberdade os nossos pais estavam felizes porque agora já podiam falar e nós podiamos ser filhos do vento e da terra como eles foram.

comprimentos da betux (colheita de 72) hi hi
ps. há já agora queres ser meu Amigo?
 
Mar 11 7:22 AM
 
ANGOLA: QUANDO A POLÍTICA SE VERGA PERANTE AS NEGOCIATAS!
E de um momento para o outro, parece que Angola se tornou um paraíso democrático e o seu Presidente Eduardo dos Santos um exemplo de democrata! ... O que mudou? Somente aquilo que tem evidenciado que as diplomacias internacionais são um antro de hipocrisia descarada: o Estado angolano é hoje um forte investidor na economia portuguesa e Angola começa a ser uma espécie de escape para o desemprego em Portugal! As razões económicas sobrepõem-se às questões de direitos humanos e democráticos ... passa-se isto com os EUA relativamente à China e, no mesmo plano da globalização económica neo-liberal, também acontece entre Angola e Portugal. É espantoso como PS, PSD, CDS e PCP se juntam no coro de aplauso ao Presidente de Angola ... como é também incrível a posição de Manuel Alegre que, juntando-se ao unanimismo nacional, disse não partilhar das críticas feitas pelo BE, considerando que Eduardo dos Santos representa o "fundador de uma Angola nova" e tem feito caminho para a democracia! Remata com uma tirada perfeitamente anedótica "D. Afonso Henriques também não era um democrata exemplar", elogiando o papel de Eduardo dos Santos na "preservação da unidade do Estado angolano". O Bloco de Esquerda tem razão ao recusar participar no encontro, criticando a "falta de democracia" em Angola. Em declarações aos jornalistas, o deputado do BE João Semedo criticou a "perseguição política, violação dos direitos humanos e de liberdade de imprensa" em Angola, sublinhando que aquele país tem "o mesmo presidente da República há 30 anos". Estes são momentos importantes para se ver quem se verga perante os poderes económico-financeiros internacionais, deixando em segundo plano a luta pelos direitos democráticos, pelos direitos humanos, pela Justiça e pelas liberdades!
O Estado angolano não deixa, por causa da capitulação de uns quantos, de ser um dos Estados mais corruptos do Mundo.
 
Mar 6 5:32 AM
 
O meu comentario ficou incompleto..
Porque será tão facil criticarmos a realidade e tão dificil altera-la?
So depende de nós!
 
Mar 6 5:10 AM
 
Resumindo e concluindo..somos sombras do que fomos...
 

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